sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pelas folhas do Outono...

Pelas folhas do Outono...

Enfim nos despedimos do Verão e damos as boas vindas ao Outono! Confesso que já está batendo aquela saudade, pessoalmente gosto muito da Primavera e do Verão, da luz, das cores, do calor dessas estações, mas a vida nem sempre é assim, e com a passagem delas, temos a oportunidade de aprender bem isso.

Se gozamos do prazer de caminhar pelas areias quentinhas das praias em nosso verão tão cheio de calor e luz, também devemos aprender a nos alegrar ao caminhar pelas ruas cobertas pelas folhas do Outono. Particularmente vejo o Outono como uma fase de transição, nem é Verão e nem é Inverno, é uma passagem de um estado para o outro, uma preparação. Me sinto da mesma forma. Hoje, refletindo sobre essa questão, lembrei de uma fala da Ana Paula Valadão, mensagem que hoje compartilho também com vocês:

“Muitas vezes a nossa vida se compara á de uma árvore. Assim como a árvore, nós também vivemos diferentes estações. Não há como fugir delas. O inverno talvez seja a estação mais triste. As folhas começam a murchar até caírem completamente. As flores já não existem mais; os frutos desapareceram. O que resta, para quem observa a pobre árvore, são os galhos retorcidos que, uma vez expostos, revelam as imperfeições antes escondidas pela beleza superficial. Mas não devemos nos enganar: aquilo que parece estar matando a árvore na verdade é essencial para sua sobrevivência. Ainda que o inverno esteja rigoroso, seco, sem cor ou perfume, a árvore não está morta. A vida ainda está dentro dela. As forças antes usadas para embelezar a árvore, agora são gastas para fazê-la crescer, onde ninguém vê, aprofundando suas raízes. Dizem ainda que em muitos lugares onde não há inverno as árvores não produzem frutos. E assim também acontece conosco. Muitas vezes Deus nos guia até o deserto para ali nos revelar o nosso próprio coração. Toda a beleza superficial desaparece e passamos a enxergar as nossas próprias falhas e limitações. Nossa justiça própria se revela como um trapo de imundície e nós murchamos como as folhas de uma árvore que seca. As circunstancias que não podemos mudar e os sonhos que parecem não se realizar nos levam a um estado de desconsolo e desesperança semelhante ao de uma árvore no inverno, adoecendo o nosso coração. (...). Durante o inverno tudo o que podemos fazer é esperar, é ter a esperança da próxima estação. E quando a primavera chegar, aquela pobre e sofrida árvore sofrerá uma maior transformação! As águas irão regá-la novamente, e ela voltará a dar flores, frutos, e suas folhas verdes serão mais bonitas do que nunca! Creia: a primavera vai chegar! E aquilo que você tanto espera deixará de ser esperança, pois você tocará as flores, comerá os frutos e viverá o cumprimento das promessas! Assim como a noite escura passa e a alegria vem com o amanhecer, em breve a luz do Senhor vai acender o se seu coração adormecido. (...)”

Mesmo em meio a tempos difíceis, quando nossa esperança parece estar abalada, quando aquilo que tanto amamos parece se distanciar de nós e nosso coração parece estar como num deserto, ainda assim podemos ter a certeza de que Deus providenciará um Oásis secreto pra nós, onde seremos alimentados, regados e protegidos das tempestades de areia. Estaremos a salvo, aguardando a chegada da nova estação, enquanto nos rendemos com fé e confiança a esta em que agora estamos.

Bem-vindo Outono, que possamos aprender contigo toda a poesia que tens a nos ensinar, rendemo-nos a beleza da nova estação, crendo no coração, que sempre é tempo para deixar brotar em nós a semente da bondade, do amor, da compreensão e da renovação!

Mônica Bif

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